Aquele Mundo

Essa foi a segunda vez que ouvi seu nome e senti ciúmes de você. A primeira vez, confesso que não prestei muita atenção talvez seja por isso que o impacto não tenha sido tão grande. Mas desta vez foi diferente. Uma pontada que apertou o meu coração, que me deixou por alguns segundos sozinha, com falta de ar e sem saber como reagir. E foi ai que falei pra mim mesma: “OPA! Hora de parar!” E pela primeira vez deixei a razão falar mais alto do que o meu coração.

Afinal, não era esse o nosso combinado? Você lembra? Naquele mundo que criamos para nós, sempre valeu de tudo: as conversas, o carinho, a cumplicidade, a mão estendida e as mensagens na madrugada. Só não valia mesmo, se apaixonar.

Valia dormir de conchinha, valia beijo de boa noite, de bom dia, valia até você fazer cafuné na minha cabeça. Só não valia se apaixonar.

Valia também comer bolo de chocolate, valia assistir a novela, assisir jogos de futebol, valia até passar o dia dos namorados juntos. Só não valia mesmo, se apaixonar.

Valia dormir apenas algumas horinhas, mesmo tendo que acordar precisamente as 05:45 da manhã  depois de noites quentes de amor (e que noites!). Valia acordarmos cansados de termos dormido tão pouco e você passar o dia com o cheiro do meu perfume em você e eu o dia com o seu perfume na casa toda. Mas só não valia se apaixonar!

Valia eu adormecer no quentinho do seu peito, valia o modo como a gente se encaixava para dormir de um modo perfeito. Valia o beijinho de boa noite que você nunca percebeu que eu te dava pois, sempre acabava dormindo antes de mim para perceber. Mas eu dava! Ah! E também te cobria direito quando via que você estava dormindo e sentindo frio. Mas não, não valia se apaixonar.

Valia a ausência aos finais de semana, valia ter outras pessoas pra sair, outras bocas para beijar, só não valia não ser sério, nada a mais do que o momento que estávamos juntos.

Você passava da porta de casa e de certo modo eu sabia que parte daquilo tudo, acabava ali. E acabava sempre com o gostinho de “quero mais”! Você sabe! Danado esse “quero mais” que sempre fazia você largar tudo pra ficar comigo. Tão danado, que por culpa dele resolvi que eu deveria fazer esse mundo que criamos para nós dois parar de girar.

Talvez essas nossas regras tenham impedido que você me conhecesse por completo. Pois então fique sabendo: eu odeio perder. E esse “quero mais” com o tempo passou a ter outro significado: passou a significar te querer toda hora e só pra mim. E foi ai que vi que nessa eu ia perder, afinal, no nosso mundo perdia quem se apaixonava. E ai eu recuei.

Precisei de coragem para fazer esse mundo que criamos parar de girar, para eu poder viver em um mundo só meu. E aqui neste mundo que vivo, largamos tudo pra ficar com quem nos quer bem. E é uma pena que você não faça parte dele, faz somente do nosso que agora parou de girar.

E caso você ainda tenha alguma dúvida: Sim! Eu teria largado tudo.

#Posts mais lidos – Junho

Olá gente querida do meu Brasil e da minha São Paulo que logo logo terá celulares com 9 dígitos!

Chegou aquela data que a gente lista os posts mais lidos do mês por vocês.  Desta forma, quem não leu, pode ler, e quem já leu poderá ler novamente.

Basta clicar em cima do nome do post que você terá acesso direto a ele, vai ai a listinha:

1. Tendência: Sneakers – Thais Ceccatto

2. Mega Hair | Colocar ou não? Sim! – Renata Faria

3. “Quase um ano” – Juliana Medeiros

4. Tendência: Cinto de Metal – Thais Ceccatto

5. GlamBox – Edição Dia dos Namorados – Thais Ceccatto

 

Vale lembrar que, caso você tenha alguma sugestão de assunto para post, reclamação e pedidos, basta entrar na nossa página de contato ou deixar um recadinho aqui em baixo em “comentários”, ficaremos felizes em responder!

Um grande beijo a todos vocês!

 

Esperar em vão

Hoje eu fiz as pazes com a nossa música, a mesma que num embalo suave aproximava os nossos corpos, aquela que também embalou meu choro por muito tempo depois que os nossos beijos deixaram de ser realidade. Mas hoje eu ouvi de novo e simplesmente sorri, acho que foi porque me lembrei do seu sorriso meio de canto como quem diz “você só me provoca”.

Essa semana, entre um texto triste e outro sarcástico que escrevi sobre o amor, saudade, arroz com feijão, sal a gosto e relacionamentos jogados no ventilador, escrevi também um SMS e esse foi direto pro seu número, aquele que eu ligava todos os dias só pra dizer “oi”, mas isso há oito anos, nós nem levávamos tão a sério o tal aparelho portátil, mas de uma coisa eu tinha certeza, ainda que você não visse a minha ligação sei que iria me retornar ou me esperar no portão da sua casa de alma limpa e coração aberto. Por isso te mandei o SMS, fiquei com medo de você não perceber a minha ligação entre milhares de chamadas perdidas do trabalho, amigos e mulheres desesperadas para sair com um cara legal. Mandei uma mensagem porque ainda que eu não ouvisse a sua voz e a sua risada de fundo assim que eu terminasse de dizer o que eu queria, eu sei que ela ficaria no seu celular, marcada como não lida, como o final da nossa história que está marcada como rascunho. E ficamos nessa, durante oito anos, entre SMS e encontros rápidos, ligações raras e lembranças eternas.

A nossa musica está tocando agora, e posso me lembrar dos nossos momentos – entre uma taça de vinho e outra – ouvindo essa e todas aquelas outras musicas que você colocava só pra me agradar.

O mais incrível é que essa musica não tinha absolutamente nada a ver com o momento feliz que a gente vivia. Eu não sabia que ela faria muito mais sentido anos depois, como faz hoje, e como fez quando estávamos três anos separados e eu ainda continuava te esperando. Acho que hoje eu já não te espero mais, talvez seja por isso que a nossa musica agora me faz sorrir.

E foi por isso que eu finalmente consegui te dizer o que há anos ficou entalado na minha garganta. Eu tentei te dizer antes, eu parei na frente da sua porta e por medo não bati. Eu tive medo de outra atender. Por isso batia em outras portas e vivi outros momentos, mas não ouvia a nossa música, ela nunca mais tocou.

Eu só queria ter dito antes o que te disse agora em poucos caracteres: “Hoje, mais uma vez, lembrei de você, me perguntei se algum dia eu teria de novo um namorado incrível como você foi. Você ainda é a minha melhor história de amor”.
Porque mais um dia dos namorados passou e não era você ao meu lado.

Fecho os olhos e dou um sorriso pro destino que nos pregou uma peça. A música continua ecoando pela sala, acrescento vinho no copo, balanço a taça e canto mais uma vez o medo de esperar em vão… “I don’t wanna wait in vain for your Love…” (Bob Marley).