Como a gente faz para esquecer um grande amor?

Confesso que fiquei surpresa com a pergunta, vinda de uma amiga. Principalmente porque estou em uma daquelas fases mágicas da vida que a gente quer que dure pra sempre (e vai durar, se Deus quiser). Por isso, mais do que nunca, achei difícil e fiquei com isso na cabeça. Como a gente supera uma grande paixão, um grande amor? Tente me lembrar de como era sofrer por querer alguém e não ter. Como era aquela dor que rasga o peito e dilacera a carne. Que parece não ter fim e machuca. Que te faz chorar por dias a fios e te faz não ter vontade de fazer nada. Essa é, definitivamente, a pior dor que podemos sentir. Como superar? Como seguir em frente? Como sobreviver?

Acho que não tem receita pronta (e não espere isso desse post, por favor) porque cada dor é uma dor única, específica, que pede remédio próprio, exclusivo. A dor da paixão é diferente da dor do amor. Às vezes você fica semanas, meses com alguém em um relacionamento intenso. Tempo curto. E quando vocês se separam, parece que o mundo acabou. Em outras situações, você passa anos com alguém empurrando com a barriga. E quando acaba, você começa a sentir algo mais forte do que tudo o que sentia pela pessoa. Dores diferentes para situações diferentes. Como lidar com isso? Existe algum elo entre as diferentes dores de amor que sentimos ao longo da vida?

Minha experiência  me diz que essa resposta está na gente e passa, necessariamente, pela autoestima. Quanto mais alta, mais fácil a gente encontra essa saída. Quanto mais baixa, mais tempo demora. Mais tempo a gente sofre. Mais tempo a gente sangra de amor e paixão. A resposta para superar está dentro de nós mesmas e a autoestima ajuda ou nos atrapalha na procura por ela. Não entendeu? Vou dar dois exemplos particulares para deixar mais claro.

Quando eu tinha 13 anos eu comecei a “gostar” de um garoto. Eu morava em uma cidade pequena e, em pouco tempo, todo mundo na escola sabia que eu gostava desse garoto. Incluindo ele, que nunca me deu bola. Eu me sentia feia, rejeitada. Sabia que não fazia parte das meninas populares da escola. Era gordinha, desajeitada, cabelo feio. Sabia também que quem vinha falar comigo, vinha para pedir cola (melhor aluna, a típica nerd rejeitada). Sempre me senti inferior. E meu desempenho nas aulas de educação física era pífio, o que me fez passar por situações ridículas que acabavam com a minha autoestima. Ex: uma vez fui sacar e a alça do meu top arrebentou. Joguei a bola para fora da quadra da escola e sai correndo para o banheiro enquanto todo mundo ria da minha cara. Tanta falta de amor próprio resultou em quase quatro anos gostando de um garoto que não dava a mínima para mim. Eu chorava todo final de semana, porque saia, o encontrava e o via com outra. E eu, como toda adolescente, achava que ele era o homem da minha vida, blá, blá, blá. Resumindo, foram QUATRO anos até eu chegar um dia e concluir que não valia a pena sofrer tanto por alguém que não estava nem ai para mim.

Depois de adulta, vivi uma paixão intensa e arrasadora de quatro meses. Daquelas que passam e não deixam nada de pé. Lidei da pior forma possível: tomei todos os porres do universo no período de dois meses. Ligava, mandava 900 mensagens por dia, implorava para que a pessoa ficasse comigo. Mas meu momento era muito diferente da minha adolescência. Eu já tinha minha casa, meu trabalho, minha vida social. Me sentia querida. Tinha alguns (vários babaquinhas, ok) pretendentes querendo “me conhecer”. Até que em uma dessas noites de depressão eu me toquei que estava agindo igual quando eu era adolescente. Sentindo-me feia e dedicando sentimento demais para alguém que não merecia. Conclusão que eu cheguei? Que NINGUÉM nesse mundo merece que eu me acabe, chore, faça merda ou perca a dignidade. Foram dois meses, um período curto, mas dadas as circunstâncias, minha autoestima colaborou para que eu acordasse e visse algumas verdades que fizeram com que, imediatamente, eu começasse a cicatrizar.

Quais verdades eu vi?

Eu vi que, por mais que alguém possa gostar/ter carinho pelo o que viveu contigo/tesão em você, se a pessoa REALMENTE gostasse de você, estava contigo. Se ela não está, é porque não te ama mais como mulher. Então porque RAIOS vou perder meu tempo, lágrimas, juventude e ganhar quilos por alguém que não me ama na mesma intensidade? Por mais que o sentimento seja gigante, vale dedicar tanta coisa para alguém que não faz o mesmo por você? E não adianta falar “eu te desejo”, “eu te quero”, “eu gosto de você como amiga/irmã”. Algumas pessoas falam coisas por pena. Vale sofrer por alguém que tem pena de você? Vale sofrer por alguém que só te liga na madrugada? “Ah, mas se ele ligou é porque sentiu falta”… Sinto acabar com suas esperanças, mas não. Se ele te ligou na madrugada, mas está com outra ou com os amigos, ele sente pena de você. Ou te enxerga como estepe para a hora que não tem outra pessoa.

Você pode estar se sentindo a pior pessoa do mundo. E provavelmente vai achar que essa pessoa pela qual está sofrendo é a única no universo. Obviamente, você já se imaginou casada, tendo filhos, envelhecendo junto com a pessoa. Só que isso não vai acontecer. Porque o que um não quer, dois não fazem. Colocar isso na cabeça é o primeiro passo para sacodir a poeira e dar a volta por cima. Não importa o quanto você ame alguém: só vale desperdiçar tempo, sentimento e dinheiro se a pessoa realmente te amar. Vale sim lutar por alguém que você tenha certeza que te ama. Se a pessoa já disse que não quer mais nada, ou só te procura na madruga para sexo e nada mais, enfie na sua cabeça que essa pessoa não merece seu sentimento! Quem quer, se esforça. Se você está fazendo tudo para dar certo e a pessoa não está nem ai, é porque ela não te quer!

O primeiro passo para esquecer alguém é convencer-se de que ela não faz mais parte da sua vida porque ela não quer.

Depois que a gente se conscientiza disso, os demais passos (tomar um porre, ir para uma viagem insana, sair com gente desconhecida, dar trela para aquele cara que está há tempos no seu pé, etc) vem naturalmente. E, quando você menos percebe, a dor passou. Não que aconteça da noite para o dia. Mas, quando a gente tem consciencia de que não vale amar tanto alguém que não corresponde na mesma intensidade, a gente tira a venda do olho e começa a enxergar a luz lá fora.

Longe de mim dizer que o que sugiro é fácil de fazer. Mas lembre-se que só depende de você conseguir ou não.

 

#euaprendiem2011

Que qualquer lugar é incrível quando você está com seus amigos.

Que nem todos os seus amigos podem se gostar. Mas que isso não deve nunca atrapalhar a sua relação como eles.

Que dormir na praia e acordar com o rosto cheio de areia só vale se for no Rio de Janeiro e no carnaval.

Que você descobre quem são seus amigos de verdade na felicidade.Quem não te ama não suporta te ver feliz.

Que decisões podem ser difíceis de ser tomadas. E é exatamente esse processo que separa as meninas das mulheres.

Que, às vezes, a gente tem que magoar pessoas que gostamos muito.

Que podemos perder amigos por desentendimentos bobos, mas nunca pela capacidade de pedir perdão. Se você será perdoado ou não, não se pode saber. Mas, nunca deixe de fazer sua parte.

Que, muitas vezes, tudo parece confuso, complexo e difícil de ser resolvido. E, que, nessas horas, não se pode perder a fé, a vontade de mudar e o otimismo. Porque são esses três elementos que proporcionam a mundança.

Que todo momento difícil é necessário. Às vezes a gente sofre, chora tanto e se pergunta: por que estou passando por isso? E essa resposta só vai aparecer lá na frente. Tudo nessa vida tem uma razão e isso inclui cada gota de lágrima que a gente derrama.

Que amizades verdadeiras resistem à tudo.

Que a gente pode falar/fazer coisas ruins para alguém que amamos em momentos de raiva.

Que paciência tem limite e, às vezes, a gente precisa ser duro.

Que a maioria das pessoas são incoerentes, só pensam em si e não se preocupam com os outros. Mas não se deve perder a fé no mundo por isso.

Que amigos podem ser injustos com você achando que estão sendo justos. E que é melhor tentar entender do que se magoar, por mais que isso seja difícil.

Que dinheiro não é tudo na vida profissional. Trabalhar com pessoas bacanas, legais, divertidas e que tornam seu dia especial é tão importante quanto um bom salário.

Que não vale a pena ter por perto pessoas que falam mal de você quando você vira as costas.

Que é preciso dar bronca nos amigos quando eles fazem coisas erradas. E, pelos erros, vale defendê-los dos outros.

Que o amor aparece quando a gente menos espera e de onde menos se espera.

Que encontrar o amor da sua vida não é algo simples. Muitas vezes, problemas acompanham seu relacionamento. Mas, vale enfrentá-los e derrotá-los.

Que, quando a pessoa quer, ela faz. Não há desculpas e problemas que façam alguém que realmente te ama não estar com você. Se a pessoa arruma mil desculpas, é porque ela não está tão interessada assim.

Que a gente erra mais do que acerta. Mas, que, no geral, um acerto vale mais que dez erros.

Que há uma diferença gigante entre paixão e amor que quase nunca percebemos.

Que encontrar o amor da sua vida é a coisa mais linda, impressionante, fantástica e incrível que pode acontecer com uma pessoa.

Que relacionamentos exigem dedicação diária. Muita dedicação.

Que a felicidade também exige dedicação. Você precisa estar disposta a ser feliz e trabalhar para isso. E, mesmo assim, esse sentimento não será constante, mas isso não importa. O que importa é que ele seja predominante.

O que é ser feliz de verdade. E só por isso, esse já é o ano mais incrível da minha vida. E isso é só o começo.


Um dia Lindo!

Olá gente linda! Como estão as coisas?

Hoje por aqui o dia anda friozinho, estou de moletom e as mãos roxas de teclar, rsrsrs, mas nada impede de falarmos de coisas boas e gostosas!

Agora me diz? Tem coisa ou assunto melhor do que o amor? O famoso assunto que não tem dia e nem tem hora para acabar!

Hoje vi um vídeo de um clipe de casamento super original e criativo, prometo postar mais para frente. Esse vídeo me lembrou um outro que muito tempo atrás minha amiga Fernanda mandou para mim, eu salvei e nunca mais esqueci. Por isso resolvi postar aqui hoje! Tenho certeza de que ela vai lembrar quando assistir novamente também.

Como sei que vocês vão amar, já vou logo passando as informações, o nome da música é “Lovely Day” e quem canta é o Donavon Frankenreiter’s e o vídeo foi a loja Robbins Brothers (loja especializada em anéis de noivado) que montou várias gravações dos momentos de pedidos de casamento e juntou em um clipe só. Não tem como não amar, né?

Humm o meu preferido? Corre lá pro minuto 1:54 pra mim, é o mais fofo de todos, acho que minha reação seria exatamente essa.

Quem quiser conferir o canal da loja com todos os outros vídeos de propostas de casamento CLIQUE AQUI! Já adianto que não conheço a loja, apenas conheci através deste vídeo.

Espero ter enchido o coração de vocês de amor e sorriso no rosto nessa tarde fria.

Até mais!