Casamento na praia I

Em setembro de 2008, exatamente cinco anos e oito meses depois do início de namoro, ele finalmente pediu minha mão em casamento. Para o meu pai, como manda o figurino. A partir daquele momento não sabia quando seria a cerimônia, mas tinha uma certeza absoluta: seria na praia! Tinha que ser em Florianópolis, onde nos conhecemos. Há cinco meses do enlace, ficou resolvido que seria no primeiro feriado de novembro, conclusão: foram menos de seis meses para a realização dos preparativos.

Escrevo este post, na verdade, para ajudar você que também tem este sonho de trocar alianças pertinho do mar. E adianto o final da história: vale muito a pena!

1)  Convite – O texto foi o mais difícil, especialmente porque optamos por algo original. Depois de muito discutir (eu comigo mesma, que fique claro), decidi que o modelo seria rústico, com envelope de fibras e fita verde. E no destaque, no alto do convite, a frase:

“Num pedacinho de terra perdido no mar, duas almas gêmeas se encontraram…

…e lá celebram esta união, com as bênçãos de Deus, da natureza e a sua.”

Emociona até hoje…

Dica: não gaste muito com o convite, mas faça algo original que tenha a ver com sua festa e estilo do casal.

2) Igreja – Sinceramente não acho que casar na igreja seja uma opção. Se você aceita um pedido e vai fazer uma festa, escolha o pacote todo. Igreja, festa, lua de mel, tudo o que tiver direito. Até porque, a cerimônia na Igreja é muito emocionante.

Dica: não demore para escolher a Igreja porque senão você corre o risco de dividir seu dia especial com outra noiva mala que quer orquídeas em ambiente fechado. Muito emergente!

As fotos são do querido Anderson Nascimento 

Benvenuto a Milano

Vou confessar que a primeira vez que fui pra Milão, no ano passado, não foi pelos motivos que levam milhares de turistas até lá. A passagem aérea, de voo direto, era bem mais barata em comparação a outras cidades importantes da Europa. E numa viagem de quase trinta dias, isso faz toda a diferença. Especialmente no bolso.

Mas foi nessa primeira viagem que já percebi de cara que não é a toa que a cidade ao norte da Itália é considerada o berço do design mundial. Design de objetos, de fachadas de construções novas e antigas, de vitrines e também design de moda. Tudo impressiona: a Duomo de Milano, por exemplo, é uma das igrejas mais lindas do mundo.

 Para quem gosta de moda, não existe lugar melhor. Talvez Paris, mas o excesso de turistas atrapalha muito quem quer apenas observar conceitos e tendências. Em Milão, não. No centro, por exemplo, existe o “Quadrilatero della moda”: quatro ruas estreitas mas muito charmosas que lembram “vilas” e  são permeadas de lojas (e também sede de grifes) como Valentino, Gucci, Versace, Prada, Armani, entre outras. Marcas italianas e de todos os cantos. Até uma Oskley encontramos por lá.

 

As vitrines, tanto das lojas de marca na via Montenapoleone quanto nos grandes magazines, captam a atenção pela originalidade, onde o conceito da grife ou da coleção se sobressai e deixa, muitas vezes, a roupa em segundo plano. Na Moschino, um vestido se transforma numa laranja e é tão lúdico que até emociona.  Já na Coin, que é uma multimarca enorme que existe por lá, mostra uma vitrine maravilhosa com referências ao colorido das obras de Romero Brito. Vale a pena uma visita também na Corso Buenos Aires e na Galleria Vittorio Emanuelle II – essa bem ao lado da Piazza Duomo.

 

Neste ano, voltei à Milão e a moda ficou um pouco de lado – só fui conferir as novidades das vitrines do quadrilátero, e resolvi explorar um lado menos turístico e mais boêmio da cidade: o Navigli. O bairro é mais antigo, com construções dos séculos XV a XVIII e que abrigam lojas alternativas de camisetas e vinis e muitos bares prontos para o happy hour. Os canais lembram muito a cidade de Veneza. Mas esta rende outro post.